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DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

Mente e Corpo

As perturbações psicossomáticas podem ser definidas como todas aquelas em que há alterações do funcionamento equilibrado do corpo e da mente, produzindo repercussões no físico (soma) e na mente (psico) ao mesmo tempo.. 

Toda doença é, em princípio, psicossomática. A união entre o corpo e mente é muito íntima. O que afeta uma parte, repercute na outra.  Afirmou o rei sábio Salomão, quase mil anos antes de Cristo: “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos”.

Muitos distúrbios orgânicos se devem a uma forma de pensar equivocada. Sentimentos relacionados com um espírito exagerado de competição, raiva, prazer induzido artificialmente, consciência culpada, perfeccionismo, etc..., resultam na sensação de que algo não vai bem com a saúde.

Numa sociedade regida pela tecnologia, a pressão exercida sobre os indivíduos é imensa, gerando alto nível de estresse. A própria medicina também é atingida e acaba por levar os médicos a se voltarem mais para os recursos da tecnologia e para os medicamentos, em vez de buscar uma relação médico-paciente mais humanizada.

Em geral, muitas pessoas vão ao médico e fazem suas queixas, esperando receber um medicamento mágico ou um tratamento eficaz que as cure rapidamente, sem que haja necessidade de mudança nos seus maus hábitos de vida.

Sofrimentos que se manifestam através da mente e das emoções, como a sensação de angústia, tristeza e medo, comumente são caracterizados como elementos estranhos, que atingem as pessoas inadvertidamente. Se alguém procurar entender um pouco mais sobre si mesmo, sobre a relação que existe entre a maneira como foram vividos os seus anos da infância, que sentimentos tinha quando criança e as repercussões dessas vivências sobre a visão da realidade na vida atual, deixará de ver seus sintomas de doenças como elementos estranhos que têm de ser rapidamente eliminados por um medicamento qualquer. Quem deseja fazer uma mudança para melhor terá de realizar um honesto exame de si mesmo e detectar o que está fazendo de eraado.

Quando uma pessoa não consegue exprimir de modo verbal seu sofrimento psíquico (talvez porque ela própria não tenha um claro acesso a ele) costuma dizer a seu médico: “Estou muito triste porque me sinto doente”. A verdade pode ser: “Estou doente porque me sinto muito triste”. As pessoas que “somatizam” (expressam por meio do corpo tensões da mente), o fazem justamente porque lhes é doloroso demais lidar com a emoção ao nível da consciência. São pessoas muito suscetíveis a expressar fisicamente o sofrimento emocional.

Tudo isso ocorre porque o corpo e a mente trabalham unidos. Quando algum sentimento é forte demais para ser experimentado na consciência, o corpo participa dele na tentativa de aliviá-lo, descarregando-o através de algum orgão.É um processo automático, inconsciente. Sintomas psicossomáticos podem ser considerados como medida de emergência para evitar que a pessoa seja esmagada pela ansiedade.

Um exemplo é,  quando uma pessoa vive a infância num clima familiar em que não pode falar dos seus sentimentos sem se sentir ameaçada ou rejeitada, vai aprendendo que o melhor é reprimir a maioria dos sentimentos. Faz isso para ser aceita pelos pais.Com o passar dos anos, ao se tornar adulta, seu comportamento fica condicionado a agir dessa forma e, nos momentos em que verbalizar as emoções, guarda-as, quem sabe até inconscientemente, gerando forte tensão.

A tensão pode ser “aliviada” na própria mente com o surgimento de um distúrbio mental com angústia, depressão, irritabilidade fácil, insônia, etc... ou no corpo através do estômago (úlcera, gastrite). Do intestino (colite, diarréia, prisão de ventre), da pele(eczemas), do coração (taquicardia), etc...

Os sintomas psicossomáticos variam de pessoa para pessoa, porque diferem uma das outras tanto no aspecto físico quanto na personalidade. Os fatores hereditários e acontecimentos significativos, vividos na infância, formam o tipo de personalidade. Com a característica própria de sua personalidade, uma pessoa pode se defrontar com situações estressantes na vida adulta que vão gerar sintomas psicossomáticos.

É fundamental compreender que as vivências emocionais dolorosas, profundamente ligadas aos sintomas físicos, são manifestadas ao nível do corpo, porque aparentemente foram esquecidas.Muitos não tem acesso as suas emoções profundas – frutos de experiências traumáticas da vida (especialmente do período infantil) – quando desejam, mas quando podem. 

A inconsciência dessas emoções existe como um movimento de defesa da dor psíquica, como defesa contra uma desestruturação do “eu” e como manifestação do próprio sofrimento. Ela ocorre, muitas vezes, através dos sintomas psicossomáticos. Um sintoma é, ao mesmo tempo, a expressão da dor psíquica não verbalizada e a defesa contra essa dor. É uma forma de a pessoa dizer: “Tenho uma emoção aqui dentro que dói muito e só posso transmiti-la por meio deste sintoma, através do meu corpo”.