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SAÚDE MENTAL X TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL (TCC)

Saúde é Vida!

A  saúde mental é um investimento primordial para que o ser humano tenha qualidade de vida, embora ela tenha significados diferentes para diferentes pessoas.

 Vivenciamos uma vasta gama de emoções, incluindo tristeza, raiva, solidão e frustração, assim como a alegria, felicidade, amor e satisfação. Felizmente, hoje em dia, há tratamentos eficazes para muitas doenças mentais. A ajuda emocional não fica apenas na esfera de apoio, entra também na mudança ou aquisição de novos comportamentos e para isso a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) reinterpreta os elementos que geram emoção negativa.Tem como princípio básico à proposição de que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de uma pessoa, mas sim suas cognições ou interpretações a respeito dessa situação, as quais refletem formas idiossincráticas de processar informação. A Teoria Cognitiva de Aaron T. Beck explica que durante a infância são formadas as nossas crenças (crença neste contexto não está ligada a qualquer religião, mas na forma como levamos a vida, em que acreditamos, se somos éticos, etc.), que têm origem nas relações com os pais, contexto social e cultural. Com o passar do tempo esta “crença central” gera crenças intermediárias, que são as responsáveis por nossa interpretação do mundo, ou seja, funcionam como filtro para agirmos de uma forma ou outra em diferentes situações.Neste ponto está a chave para qualquer mudança esperada. Temos pensamentos ( resultado das crenças) formados a respeito de quase tudo e, estes pensamentos, que foram denominados por Aaron T. Beck de pensamentos automáticos, entram em ação sempre que temos que interpretar qualquer situação. A grande questão é se estes pensamentos automáticos são funcionais, ou seja, que nos fazem agir de forma saudável, ou são pensamentos disfuncionais que geram sofrimento e atrapalham nossas relações e desenvolvimento.Exemplo:

Criança A : cresceu em um ambiente não saudável em que os pais diziam que ela não seria nada e não era inteligente ( formou-se a crença de não consigo, os outros são melhores, etc.).

Criança B: ao contrário, sempre escutou que seria um grande homem e era muito inteligente ( crença de eu posso, vou conseguir). Se apresentarmos um problema de matemática com alto grau de dificuldade para a criança A e B, provavelmente a criança A vai começar a ler, seus pensamentos disfuncionais serão ativados, ela vai se convencer de que não é capaz. Isso gera uma sensação física e motiva um comportamento de esquiva que pode resultar na desistência, antes mesmo de tentar, resolver o problema. A criança B ativa o pensamento funcional, “ este é difícil, mas eu sempre consigo, afinal sou inteligente”e resolve o problema.

Resultado: os pensamentos guiados pela crença fizeram com que interpretassem a mesma realidade de forma completamente diferente e, o mais importante, que se comportassem de formas diversas. Agora, imaginem a criança A e B já adultas tendo que enfrentar o mercado de trabalho com seus desafios? A princípio a criança B poderia ser o líder com facilidade e, talvez a criança A, surpreenderia depois do conhecimento do processo cognitivo e seu devido treinamento.

A chave é identificar estes pensamentos que nos guiam sem que percebamos, treinar para modificá-los e teremos um resultado funcional em nossas sensações e comportamentos. Podemos dizer que este entendimento tem um lado ruim...descobrir que a culpa é nossa e não do mundo, mas um lado muito positivo, descobrirmos que a solução está em nossas mãos e não em um medicamento que tem um “pózinho mágico”.